FIM!!!...OBRIGADA POR TODO O CARINHO DEMONSTRADO AO LONGO DESTES ANOS...,Beijinhos"
Que Bem Cheira A Maresia

29.11.05

Venceste!


De coração em galope
E respiração ofegante
Fui ouvindo atenta os resultados.
Foram meses de dor
Lágrimas vertidas em silêncio
Angústias de todos nós.
Tentando adivinhar nos olhos
Quem os ditava
Senti o coração em disparo
Olhamo-nos, sorrimo-nos
E num abraço longo
Gritei-te...
MÃE...,Vencemos!
Lina (Mar Revolto)
Música:Louis Armstrong-wonderful world

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28.11.05

Estios


A célula injectada que sou
não me permite mais viver
como quero.
Murchas estão as rosas que me deram,
murcha está a flor no fundo do meu bolso.
Há um prazer secreto em tudo isto,
que enche e ateia tudo: o de viver.
Viver!!!
Acordar todas as manhãs na minha cama,
vestir o casaco, meter a mão no bolso
e sentir lá a flor. Raivosa ela ri-se para mim,
pica-me com a sua presença de coisa morta,
sem vida. Impele-me, empurra-me para a rua,
para o sol, para as pessoas.
Pega em mim em peso, espeta-me de encontro à realidade.
Estou lá sem estar. Essa coisa no meu bolso
provoca em mim uma cólera imensa que vem debaixo
lentamente.
E queima-me, explode no meu peito, rebenta na minha
boca. Vocifero, vomito.... reflicto...
Em tudo, em todos, nessa praga no meu bolso
esse malmequer desfolhado, tão murcho como eu...
Ele chora, implora por calor. Pede-me soluçando
que não o deite fora.... e diz-me que há vida lá
fora. Eu, no fora, cá dentro sinto o peso amargo
da tua beleza morta. Preciso de te deixar.
Necessito urgentemente, alucinadamente de te
abandonar na calçada e pisar-te num
adeus escarninho.
A célula injectada que és
não me permite mais viver.
Lina (Mar Azul)
Música:Jacques Brell-Ne me quites pas

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25.11.05

Partilha


Um gesto
Um sorriso
Um olhar
Um coração que bate
Com ânsia de amar.

Uma casa
Um quarto
Uma luz difusa
Lençóis em desalinho
Perpetuam momentos
Procurados por nós.

Corpos que se fundem
Bocas que se unem
Sensibilidades ao rubro
Na partilha dos afectos
Lina (Mar Revolto)
Música: Luis Miguel-Voy Apagar La Luz

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23.11.05

Viagem


Onde me levas, viagem sem rumo,
de costas ao destino voltada,
numa ilusão do trás sendo frente,
em rectrospectiva acelerada,
tela constante e permanente.
De janela em janela,
olho quadros, espreito aguarelas,
sinto vida florescendo...

Lina (Mar Azul)
Música:Belo-Tua boca

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Um Beijo Para Todos Vós...



A todos vós, que nos deram o grato prazer da vossa visita na comemoração deste nosso primeiro ano de vida, o nosso muito obrigada!
Bem Hajam!

Um beijo das Linas :)

Posted by Que Bem Cheira A Maresia :: 23.11.05 :: 3 Comments:

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22.11.05

Um Ano Passado...



Nasceu em realidade, demasiado real,
de um sonho inconsciente, numa noite mal dormida,
em salas separadas, saltou da imaginação.

Não foi o ideal, mas foi ombro presente,
nossas crises embala, consola, numa calmia
deveres contente.
Não foi alimento, ou fome de vida preenchida,
mas nele repousamos
indolentemente.

Unimos mares e terras, céus e nuvens vadias,
Juntámos as primaveras, tornámos as noites dias.
Às letras pedimos ideias, deram-nos palavras sentidas.
Às imagens pedimos côr, vimos o mundo ressurgir,
Da música fizemos alma,
e de tudo isto surgiu
Todo o vosso amor.

Um ano, dois mares, muitas histórias,
ficção ou realidade, vida sempre em movimentos
neste blog, casa de todos vós.

Não há ponte que nos impeça de andar.
E um dia, quando já formos velhinhas, rezingonas por certo,
escolheremos o tal "Lar" que nos irá acolher,
e aí escolheremos o meio da ponte e, assim,
iremos jogar paciências e paciência.
Sempre revoltosos e azuis...
Um brinde...
TCHIM TCHIM!!!!



Um beijo de Nós!

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21.11.05

Bom Começo De Semana...

Cavalo À Solta

Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve, breve
instante da loucura

Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa

Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo

Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.
Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo

Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura
José Carlos Ary Dos Santos

... são os desejos das Linas

Música:Paula Oliveira & Bernardo Moreira-Cavalo À Solta

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19.11.05

Apelo Ao Vento


Deixei cair duas lágrimas
Pedi ao vento que tas levasse
Embrulhadas nas folhas de um lamento
O vento olhou-me e sorriu
Sobre mim rodopiou
Secou-me as gotas do rosto
Segredando-me ao ouvido
_Levo-te antes um desejo,
Embrulhado num doce beijo...


Faz hoje precisamente um ano que o dia amanheceu frio, porém com sol, e
uma nuvem negra passou diante dos nossos olhos anunciando a tua partida.
Sabes..., ainda hoje em momentos menos bons me lembro da tua lição de vida e de alguma forma ela me vai dando força para continuar a caminhada.

Mas hoje não quero chorar, quero apenas lembrar-me dos teus dias
coloridos, da tua alegria, da tua voz aguda que eu pedia tantas vezes
para baixar o som. Quero lembrar-me dos teus passos de dança ao som do teu bolero…, aquele que tu pedias sempre.



Quero lembrar-me da forma como de uma folha de papel branca via nascer os mais belos poemas. Quero lembrar-me do meu último aniversário e da homenagem com a história que fizeste para mim. Quero lembrar-me dos
nossos Carnavais, das nossas férias, dos nossos passeios. Quero
lembrar-me de tudo que te faça continuar sempre perto de mim!

Para Ti Fátima, um beijo embrulhado no vento.

Lina (Mar Revolto)

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18.11.05

Next Stop



Repousa inerte
expectante
a escuna no gelo da tua estrela
cadente.

Por muitos anos alumiou
o caminho, mas agora,
com as velas feitas de farrapos imundos,
os mastros requebrados e secos,
carunchosos e carcomidos,
nem uma simples réstea de luz
penetra
nesse gelo, feito de escuridão.

E as vozes da minha multidão interior
perdem-se num turbilhão de brisas
não sopradas
que os ventos ignoram.

Expectante.
Um sinal.
Um quebrar.
De gelo.
de sonhos perdidos.

Pedir a Odin o seu martelo
e quebrar,
partir e
voltar a fazer
brilhar
o meu caminho de....
Lina (Mar Azul)
Música:Robbie Robertson-Somewhere down the crazy river

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16.11.05

Era Uma Vez...


Na casa dos sonhos
Eu brinco ao faz de conta
E nesse faz de conta
Eu tenho-te sempre que eu quero
E fujo pela floresta
Ao teu encontro
E vejo o nevoeiro
Que se vai dissipando
E tu apareces como nos contos
Do era uma vez...
E eu rio e canto
E corremos de mãos dadas
Pelo mundo que é nosso...
E a história do era uma vez
Vai-se repetindo
Até um novo acordar

Lina (Mar Revolto)
Música:Ana Belém & Fito Paez-Un vestido y un amor

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14.11.05

Grito


São passos silenciosos
estes que eu dou
tu dás.
Há um silêncio vazio
um rumor ao desafio.
Fastio.

O silêncio caiu
o pano desceu.
A noite subiu e
não havia nada, apenas a estrada
molhada


e os passos vazios

Noite. Noite; silêncio. Nada.
Lua morta.
Bato forte os pés no chão.
Grito.
Aflito de aflição.
Não há vazio. Eco.
Silêncio quebrado
uivo estrangulado
saiu...
Encolher de ombros
Olhar de lado

Quebrei o silêncio.
Enchi o vazio.
Não morro
só.
Lina (Mar Azul)
Música:Lisa Gerard- Sacrifice

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12.11.05

Poesia Portuguesa



Hoje deixamo-vos um cantinho bem gostoso, quente e acolhedor, que trata
as palavras soltas e dispersas e as transforma numa união que preserva os
instantes no tempo e nos faz pensar que vale a pena a partilha, o deslizar
dos dedos pelos teclados deste nosso Portugal e a sensação de que
não estamos sós, mesmo quando sós nos sentimos.

Um grande bem haja para quem fez tal recolha e não deixem de visitar o blog Poesia Portuguesa.

Poesia Portuguesa já faz parte dos nossos aromas.

E porque poesia é alma e presença e aquece os corações, entre tantos poemas que podíamos escolher, porque blogs dedicados à poesia, e boa poesia existem muitos, escolhemos este da Eternamente Menina.
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NOITES LONGAS


Em noites longas, quando eu não consigo
descansar meu corpo, dormitando,
eu fantasio o amor, sonho contigo,
no mundo, em outro mundo, me isolando.

Em noites frias, quando eu busco abrigo
na irrrealidade e, quedo meditando,
eu te imagino, terno, forte e amigo,
em convincentes sonhos me embalando...

Em plenitude ardo em chaga aberta,
urdindo poemas para me fatigar e
me absorvo em espiritual sensualidade...

E a pertinaz insónia me desperta
me persuadindo, tonta, a acreditar
o meu sonho não haver sido realidade!

Eternamente Menina



Um fim de semana bem quente para todos os que nos visitam
com um grande beijo dos mares de norte a sul, revoltos e azuis.

Música: Mariza- Fado Em Mim


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11.11.05

A Invenção Do Amor


Inventei-te Amor...
Numa noite de Primavera
Chegaste sorrindo
Distribuindo ternura
E eu...
Fui para ti vida em movimento
Outras breve lamento
Fui barco navegando
Em águas calmas
Outras revoltas de instantes
Fui marés
Colhendo-te na maré vasa
Deixando-te correr livre
Nas ondas da maré alta
Fui cais de chegada e partida.
Hoje...
Navego tantas vezes contra o vento
Vejo as velas rasgadas
Olho os despojos que flutuam
E pergunto:
Onde estás tu meu porto seguro
Que fez de mim
Vida em movimento?
Lina (Mar Revolto)
Música: Paula Oliveira & Bernardo Moreira- Invenção do Amor

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8.11.05

Pensos E Água Quente


Vivo escondida na quietude dos dias,
sobranceira ao mar, planando
na inconsistência das nuvens que passam,
de vez em quando a alma leve,
levada pelo vento,
de quando em vez em peso de chumbo,
agarrada à terra
criando raízes profundas.

Formas variadas do fumo sem forma
trespassam as minhas mãos
como se também elas fossem fumo.
Nelas lanço os meus pensamentos,
numa escalada infrutífera,
num extinguir uniforme e breve.

Lanço para lá o olhar
em coisas demasiado longínquas,
coisas banais, gestos sem intenções,
intenções sem gestos precisos,
precisamente porque nada dizem.

E volto.
Retorno ao fragor dos dias,
à vida breve das flores que me cercam,
ao leve roçagar das folhas das árvores,
à nostalgia que viaja pelas tardes de Outono
e aos teu braços de mel e luar,
que, na confusão do mundo em redor,
têm o dom de me sussurrar
quanta serenidade
os nossos abraços encerram,
na hora de deitar, na hora de dormir,
que estou viva
e sei amar.

Lina (Mar Azul)
Música: Diana Krall-The look of love

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7.11.05

Lua Branca


Ela sentou-se queda e muda
Sabia que o tinha que fazer
Precisava parar e pensar.
Nos olhos quase como uma tela
Foi revendo o filme da sua vida
Entre sorrisos e fios d'água
Que lhe deslizavam no rosto
Olhou a lua que a iluminava
E talvez aí lhe tivesse feito
O pedido mais doce
Destes seus ultimos anos...

Lina (Mar Revolto)
Música: Lua Branca- Joanna

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5.11.05

Bom Fim De Semana

Das mãos de um sonhador de alma sensível nasceu o "CONTRA A CORRENTE-Poemas que eu digo",recomendamos a sua aquisição, pois vale a pena envolvermo-nos em leituras tocantes, carregadas de sentidos e sentires, que mais não são do que pedaços de vida embrulhados em ondas poéticas.
Deliciem-se com este poema que escolhemos para hoje.
Obrigada Jorge Castro por esta partilha!
Um beijo de NÓS!


Tive Do Mar Esse Róseo Crepúsculo

tive do mar esse róseo crepúsculo
que a ausência das ondas espelhava

e nesse breve momento
tão lentamente
foi decorrendo o tempo o seu percurso
que as gaivotas deixaram trilhados os seus voos
como sulcos através do sol-poente

depois
a longa brisa libertou
todos os sonhos dormentes das profundezas
percorrendo frémitos subtis de calmaria
em corcéis soltos no azul salgado do mar
e eu ouvi as vozes
que existiam
já anteriores aos tempos
e às coisas
azulando aquele rosa do crepúsculo

e assim foram chegando
soltas e dolentes
feitas ondas na carícia das areias
até mim que mal as via
mas pressentia alheado na orla branca da praia.

Jorge Castro


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4.11.05

Espelho Meu


E
não me venham com histórias
dizer que
não há fadas!!!

A minha madrinha ainda hoje
me visitou
e me disse
para aguardar
porque um dia
eu ainda iria ser
criança
e
brincar de roda, correr no parque
e andar de baloiço.
Não me venham com tretas!!!

Ela deu-me um espelho
e disse
ainda
que era só eu saltar
para o outro lado
e aguardar!!!

Por isso,
como vêm,
é só eu querer!!!
Lina (Mar Azul)
Música: Rites-Jan Garbarek

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1.11.05

Nas Voltas...


Nas voltas
E meias voltas
Das voltas
Que a vida dá
Perdemos tempo
Com voltas
E
Nem sempre
Chegamos a tempo
De
Nos encontrarmos
Na volta
De uma
Meia volta
De um pra cá
E
Dois pra lá...



Lina (Mar Revolto)

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